POEMAS. 02

13-01-2014 11:31
 
Ao Senhor dos Mundos

 

Senhor Deus da Luz, seja concedido

Que num ponto concentre o sol difuso 

Neste meu ser inquieto e dividido 

Onde, se olho, é só treva e caos confuso. 

Toda essa luz esparsa o mago fuso 

Do pensamento a busca, em si perdido, 

E o fio de oiro ao acaso recolhido 

Quebra-se contra o ser opaco e ocluso. 

Concentre-se a luz num ponto! Dá-me a lente 

Com que punha, em criança, a arder a palha 

E fazia um incêndio grande e ardente! 

Dá-me o poder da Fé, puro e sem falha! 

De uma fé que se move e pensa e sente 

E ouve dizer baixinho: “Deus nos valha!”

 

António Telmo

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