VOZ PASSIVA. 35

23-10-2014 09:46

«Somente desembarcando na Ilha somos forçados a reconhecê-la como realidade»

(Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões, de António Telmo)

Eduardo Aroso

 

Desembarca para saberes

Que a terra é terra

E entre ela

E para além

O céu é céu.

 

Chegar, seja em que tempo for

No oceano ou no ápice do ar,

Para saberes que existe Ilha

Ou o que seja ela toda,

A Terra florida e armilar.

 

Desembarca e chega

Para conheceres

O que é haver onde a alma for

Para tocares a árvore da vida:

Folhas, raízes do chão;

Raízes, frutos de amor.

 

Desembarca para corrigir

O reflexo da realidade,

Separando o chumbo do tempo

Que há entre esquecimento e saudade.

 

(Santa Clara-a-Velha, 21-10-2014)

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