VOZ PASSIVA. 47

30-03-2015 09:42

António Telmo*

António Cândido Franco

Encontrei António Telmo cara a cara nos primeiros dias de Junho de 1987, em Vila Viçosa, num evento organizado pela Associação Cultural Património XXI, animada então pelo escritor Orlando Neves, e que decorreu entre 6 e 10 de Junho. O evento previa uma homenagem a Ruy Cinatti, que falecera no ano anterior; por esse motivo foi convidado um dos amigos de juventude de Cinatti, José Blanc de Portugal. O poeta de Parva Naturalia, já idoso, com dificuldades de visão, surgiu acompanhado por Fiama Hasse Pais Brandão, arrimo que não podia dispensar. Ora Fiama, por causa do Camões heterodoxo dela, mantinha desde há anos um diálogo próximo e vivo com António Telmo. Fez então questão de me apresentar o autor de Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões, que vivia em Estremoz e vinha regularmente a Vila Viçosa. – Quer conhecer o António Telmo? É tão fácil – disse-me. Combinou-se o encontro no café da avenida central, onde mais tarde se fez o almoço do livro António Telmo e as Gerações Novas. Aí o conheci num dia de Primavera cheio de luz e de fogo. Logo uma forte corrente de calorosa simpatia nos uniu para não mais se desfazer até ao momento da sua partida no Verão de 2010.

 

25 Março de 2015

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