Agostinho da Silva

Agostinho da Silva foi um dos quatro mestres de António Telmo.

Foi também o padrinho de baptismo de Anahi, filha do filósofo da razão poética, nascida em Brasília em 1967, quando António Telmo, a convite de Agostinho e de Eudoro de Sousa, leccionava na Universidade da capital brasileira.

Muitos dos conviventes e dos estudiosos de Agostinho foram-no igualmente de Telmo.

Todos estes laços de afinidade, e até familiaridade, justificam que, desde o início da sua actividade, o Projecto António Telmo. Vida e Obra e alguns dos seus membros tenham vindo a dedicar a maior atenção à figura do Estranhíssimo Colosso, renovando e ampliando, com novos horizontes e novos paradigmas, o panorama dos estudos agostinianos, e contribuindo decisivamente para pôr termo à estagnação editorial que a obra de Agostinho vinda sofrendo em Portugal.

    

Entre Abril de 2014 e até Maio de 2015, o Projecto promoveu o ciclo Agostinho da Silva. 20 anos depois: um património télmico. Em Lisboa, Porto, Évora, Estremoz, Redondo, Sesimbra e Setúbal, foram várias as actividades então desenvolvidas, sendo, neste âmbito, de realçar a edição dos livros Agostinho da Silva em Sesimbra (Centro de Estudos Bocageanos), de Pedro Martins e António Reis Marques, e Cartas de Agostinho da Silva para António Telmo (Licorne), os dois únicos títulos de agostiniana publicados no ano em que se assinalou o 20.º aniversário da morte do filósofo, e ambos apresentados no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, numa sessão de homenagem a Agostinho organizada por esta instituição em 26 de Novembro de 2014, que contou com a participação de Daniel Pires, Rui Lopo, Miguel Real e Pedro Martins.


Em 9 de Maio de 2015, foi apresentado em Sesimbra, na sessão inaugural das Tardes Télmicas desse ano, O Estranhíssimo Colosso: Biografia de Agostinho da Silva, de António Cândido Franco, por Pedro Martins e pelo autor.

De novo em Maio e também em Sesimbra, mas já no dia 30, será lançado Um António Telmo: Marranismo, Kabbalah e Maçonaria, de Pedro Martins, que inclui o longo e inovador ensaio inédito “Agostinho da Silva, o marrano do Divino”.


Ainda no ano de 2015 (e até 13 de Fevereiro de 2016), há a salientar a realização dos ciclos de palestras Agostinho Revisitado: Novas Aproximações, primeiro no Auditório do Centro Cultural Raio de Luz, em Sampaio, Sesimbra, e na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada, fruto de parcerias do Projecto com estas instituições, e que contaram com a participação de António Cândido Franco, António Carlos Carvalho, Davide Freitas, Elísio Gala, Fernando Dacosta, João Ferreira, Miguel Real, Pedro Martins, Pedro Vistas, Ricardo Ventura, Risoleta C. Pinto Pedro e Rui Lopo.

Em 2016, todos com a chancela da Zéfiro e o selo da Colecção Nova Águia, são publicados, no âmbito do Projecto, os livros A Liberdade Guiando o Povo – Uma Aproximação a Agostinho da Silva, de Pedro Martins, Agostinho da Silva – A Última Entrevista de Imprensa, de Pedro Martins, António Ladeira e José Pedro Guerreiro Xavier, e A Literatura de Agostinho da Silva, essa alegre inquietação, de Risoleta C. Pinto Pedro. Para além das sessões de lançamento, que tiveram sempre lugar no Auditório do Centro Cultural Raio de Luz, em Sampaio, Sesimbra, todas estas obras foram também apresentadas conjuntamente em sessões realizadas em Setúbal (18 de Novembro de 2016, Casa da Cultura), em Sintra (18 de Dezembro 2016, Casa do Fauno), Ponte de Sôr (25 de Fevereiro de 2017, Biblioteca Municipal) e Lisboa (27 de Maio de 2017, Museu do Aljube, no âmbito do Colóquio Agostinho da Silva no Aljube, em que foram oradores António Cândido Franco, Daniel Pires e Rui Lopo).

Uma segunda edição, revista e muito aumentada, de Agostinho da Silva em Sesimbra, de Pedro Martins e António Reis Marques sairá a lume na Zéfiro em 2017.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é a-ideia-2018.jpgEm 2018, a revista de cultura libertária A IDEIA dedicou a Agostinho da Silva uma parte considerável do seu número triplo 84/85/86, tendo a coordenação do dossier cabido a três membros do nosso Projecto: António Cândido Franco, director da revista, Pedro Martins e Risoleta C. Pinto Pedro. No âmbito deste projecto editorial, que se prolonga até 2020, saíram já, ou sairão ainda, a lume, entre outras colaborações, Eutífrone, de Platão, ensaio de tradução (inédito) de Agostinho da Silva, apresentado por Helena Maria Briosa e Mota (em suplemento), cartas inéditas de Agostinho da Silva para Joel Serrão e Álvaro Ribeiro, correspondência trocada entre Agostinho da Silva e Maria Cecília Correia, um inédito de António Telmo sobre Agostinho e uma extensa entrevista a José Flórido, conduzida por Risoleta C. Pinto Pedro.   

 

Mais recentemente, e com diverso envolvimento institucional do Projecto e de alguns dos seus membros, haverá a registar, em 2019, o surgimento de Páginas Esquecidas, de Agostinho da Silva (Quetzal), com fixação do texto, selecção, introdução e notas de Helena Briosa e Mota, e, em 2020, de Vida Conversável, de Agostinho da Silva e Henryk Siewierski, a mais relevante das entrevistas de Agostinho, nesta sua primeira edição completa, com a chancela da Zéfiro, posfaciada por Pedro Martins.

 

 
 

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